O Senhor das Armas
O novo filme de Nicolas Cage me deu um tapa na cara. De verdade. Até então eu adimirava esse ator americano como um grande produtor de romances e sonhos romanceados. Claro exemplo temos em "Cidade dos Anjos" e "Um Homem de Família". Este último, aliás, é uma das minhas tradições de Natal. Essencial quando as luzinhas começam a aparecer na rua. Em "Senhor das Armas" (2005), nada melhor do que a atuação de Cage. Visceral, do começo ao fim.
O filme conta a história de Yuri Orlov, um traficante internacional de armas que faz uma carreira brilhante sem experiência no ramo, mas com muito talento para os negócios. Filho de uma família média de imigrantes ucranianos, ele se torna um milionário através de suas atividades ilegais. Sua esposa, Ava (Bridget Moynahan), não sabe de suas transações, nem de sua sociedade com Vitaly (Jared Leto, ótimo!), irmão de Orlov.
O grande mérito do diretor Andrew Niccol (roteirista da obra-prima, em todos os sentidos, "O Show De Truman") é o descontrole que ele imprime à trama a partir daí. O que era um meio de ganhar a vida vira uma necessidade básica. Vitaly se vicia em cocaína, e Yuri em massacres. Se antes a utilidade das armas que ele vendia já não importava, ao longo da trama são denotadas as consequências desta amibição desenfreada.
Apesar de construir um impressionante retrato da indústria bélica no mundo, vale lembrar que o filme é hollywoodiano e, portanto, sem coragem de dar a cara pra bater e pintar a cena da apologia norte-americana ao armamentismo. Meu conselho é o mesmo que poderia ser dado para "O Show de Truman": leia nas entrelinhas.
Escrito por Vanessa às 19h30
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