De teatros e exposições
Vamos às dicas culturais desta semana (por mais hilária que essa frase pareça ser). Como a primeira parte das minhas férias chegou, tive tempo de prestigiar algunas eventos que me interessavam, mas podia ter feito muito mais. Essa cidade chuvosa me desanimou um pouco.
Cubo - Teatro Popular do Sesi: Esse espetáculo de dança está no final de sua temporada (até dia 4). Já não é de hoje minha intenção de assistí-lo, e esta semana finalmente arranjei tempo pra enfrentar as filas tão conhecidas da Fiesp. Mas valeu a pena: uma hora de dança ao som das músicas de Zeca Balero e acompanhados das projeções de Fernando Meirelles (que, não é nenhum segredo, é um dos meus cineastas mais bajulados) faz qualquer espectador delirar. Sensível, bem produzido e tecnicamente engrandecedor. Destaque para a cena intermediária do Personal Trainer argentino: hilário!
Preso na Rede - Teatro Popular do Sesi: O teatro se populariza através da comédia. É triste para uma atriz admitir isso, mas é verdade. Diante de tantas funções catárticas, revolucionárias e mobilizadores, o teatro só consegue conquistar massas quando diverte. Mas essa comédia protagonizada por Flávio Galvão e Francarlos Reis é maravilhosa. Eu já havia visto este último nos palcos algumas vezes e não tinha dúvidas: ele é o máximo! Mas Flávio Galvão foi uma grande e deliciosa surpresa pra mim. Recomendo a quem quiser passar horas engraçadíssimas na companhia de grandes atores.
Erotica: Os Sentidos na Arte - Centro Cultural Banco do Brasil: Eu sou fã da curadoria do Banco do Brasil há algum tempo. As últimas 3 ou 4 exposições deles foram um show. Esta não está tão bem elaborada quanto "Antes: A História da Pré-História", em cartaz até agosto deste ano, mas não deixa nada a desejar. O tratamento do sexo nas artes plásticas é abordado de ângulos diferenciados e com bastante senso estético. A mostra não pretende cumprir uma cronologia ou delimitar as linhas de uma determinada tendência, mas serve pra elucidar o que o ser humano sente, ou sabe expressar, com relação aos seus instintos.
Henfil do Brasil - Centro Cultural Banco do Brasil: A mostra pretende traçar um panorama da carreira deste grande cartunista brasileiro através da exposição dos originais de sua obra, colhidos na coleção de seu filho. As tiras são muitas e as explicações um pouco cansativas. Mas para quem gosta do estilo hilário de Henfil é um prato cheio! Matéria prima para horas de lazer e gargalhadas com o sarcasmo de personagens históricos como Os Fradins, Zeferino, Graúna e (o meu preferido) Orelhão. Jornalistas de plantão: não percam por nada. Oportunidade única de ver grande parte da obra do fundador de O Pasquim, maior publicação alternativa do período da ditadura, reunida de maneira tão representativa. Combate e luta social até o último traço, sem deixar de carregar no bom-humor.
Instrumentos Musicais da China - Centro Cultural da Caixa: Essa eu juro que achei por acaso. Minha missão neste dia era comprar um chapéu e ver o que estava rolando lá na Caixa. Ainda bem! Eu adorei. Essa exposição é altamente recomendável para quem se interessa pelo mundo oriental e quer ver algo mais do que dragões e lanternas japonesas. O clima é muito gostoso, como qualquer coisa que se faça naquele prédio antigo no meio da Praça da Sé. E os sons e instrumentos descobertos naquela sala são um mundo à parte.
Por enquanto é isso. Mas os planos para a próxima semana prometem Teatro Fábrica São Paulo, Itaú Cultural, Pinacoteca e o meu querido Museu de Arte Moderna! Até a próxima vez que eu me animar pra escrever um post desse tamanho (e que alguém se animar pra ler).
Escrito por Vanessa às 18h14
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